Especializado em
Mangalarga Marchador

Luiz Carlos Palma
(filho único do 'Tenente')


“(...) Passo largo, com compasso na música suave e intenção de ir longe. Pêlo brilhante, afora à sela, reluzia ao sol da Capital da República. Cavaleiro, Ângelo, de primeira, dominava no adestramento e com a amizade de quem pegou no berço, Palhaço, o cavalo, desfilava na pista Mangalarga, em 1936, no Rio de Janeiro. Tenente pediu ordem ao Coronel, e levou.

O embarque foi mais ou menos discreto. Estrada de Ferro São Paulo & Minas, Mogiana até Guará. Companhia de Estrada de Ferro Paulista, depois não sei. Chegaram lá. Chegados, cavalo na baia, Tenente e Ângelo se hospedaram em hotel e, depois do banho completo, esperado em quatro dias, tiraram uma soneca de quatro horas. Bateu na porta do quarto o acadêmico de medicina Arsênio Agnesini. Terra distante, abraços efusivos. Arremessaram, juntos, ao Café Colombo. Às seis horas da manhã. Ângelo Lúcio já estava na Hípica cuidando do Palhaço. Tenente chegou cinco minutos depois. Estava pagando o chofer de praça. Negociava.

O belo e bom Palhaço, apesar de uma cabeça fenotípica meio pesada, foi classificado pela origem e pelo que era ademais. Os Junqueira, sei lá quais, premiaram um cavalo ruim.

A locomotiva, a ‘57’, apitou depois da subida. Muita gente estava na Estação de Altinópolis para receber o Palhaço. Terra perto, abraços mais que efusivos. Abraços no perto chegante.

O meu pai Tenente morreu quando eu tinha dois meses nascido, em 1940 no novembro. O Palhaço morreu de velhice na Fazenda Bela Vista, quando eu tinha oito anos. Juca Lourenço, meu avô materno, dono da Bela Vista, fez questão de enterrar junto ao Palhaço, cova bem feita, uma das esporas do Tenente. A outra, não uso no Carnaval, meu cavalo, filho da égua Valsa e do Fidalgo que, há quase um século, marchando, mantêm aquele passo de compasso na música suave e vontade de ir longe. Marchador.

Eu não sou criador de cavalos, mas nasci na paixão. Aquele quem cria cavalos precisa de uma personalidade particular e identificada a qual não desenvolvi. Gosto de beber cerveja e escrever bobices. (...)”
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