Especializado em
Mangalarga Marchador

Texto de Luiz Garcia Palma


“(...) Quando o Coronel Honório Vieira de Andrade Palma viu pela primeira vez o vale do Sapucaí Mirim, nas cercanias de Mato Grosso de Batatais, e resolveu estabelecer a sua morada nas terras onduladas à margens do Ribeirão de São João, um afluente menor, não poderia supor que seu filho caçula, de uma irmandade de oito, iria lembrar-se da sua saga e herdar, como os outros irmãos, o seu amor pelo cavalo.

O século XIX adeava de sua marcha de 100 anos, e o casal recém-casado em 1894 trazia na sua mudança uma bruaca cheia de tradições.

Tanto ele como a sua jovem esposa eram descendentes de imigrantes do Sul de Minas[1]; mineiros que povoaram no Estado de São Paulo toda a região de Ribeirão Preto, desde as barrancas do Rio Grande, às cabeceiras do Rio Pardo.

Nesta região meus pais se instalaram, prosperaram e trouxeram em suas raízes a cultura e a tradição dos mineiros; e nos alforjes de sua ‘traia’, o gosto pelo cavalo marchador que levava em seu lombo os arreios dos caçadores de veado e o cilhão das mulheres, nas longas caminhadas de dez dias, nas visitas aos parentes distantes. Nestes ambientes fomos criados: comendo leite com farinha e galinha com angu, rezando a Nossa Senhora e agradecendo a Deus toda noite quando a mãe nos vestia o camisolão para dormir.

Esta era a família do Patriarca e neste clã o cavalo era fundamental; instrumento de trabalho e de lazer. O seu primeiro reprodutor foi Despacho, que gerou Alegre, o genearca, que gerou Faceiro, que gerou Palhaço, que gerou Camões, pai do Alegre do Major, que cobriam suas tias e sobrinhas.

Era, portanto, uma criação de alta consangüinidade e todos os garanhões excelentes marchadores.

Suas divergências com os Junqueira em relação ao andamento, inspirados em João Francisco Diniz Junqueira, criador de marcha trotada, não o animou para que controlasse seus animais na recém fundada Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga, permanecendo-os sem registro.

Sua fama de criador de Marchadores, que chegou a ter 500 éguas, era notória.; e além disso, criava o Caracu Caldeano, Jumento Nacional, burros e cavalos marchadores. Quando uma vaca valia cinqüenta mil réis, ele vendia seus potros por um conto de réis.

Em 1940 doou suas terras e as melhores matrizes a seus filhos, e 4 descendentes de Camões continuaram seu trabalho: Alegre do Major, Faceiro II, Cravo e Baio.

Esta é a origem da tropa ‘Esperança’, que por 100 anos seleciona a marcha.

Estes são os animais que oferecemos aos companheiros, todos marchadores.

Um século de seleção de marcha batida na batida do martelo. Uai!

Quem tem ESPERANÇA, nunca perde a MARCHA! (...)”
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